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Recuperações judiciais batem novo recorde no Brasil: causas, impactos e perspectivas jurídicas

O cenário de recuperação judicial no Brasil atingiu um novo patamar máximo no primeiro trimestre de 2026. De acordo com dados de plataforma que reúne dados sobre a saúde dos setores da economia brasileira, Monitor RGF de Recuperação Judicial, o país encerrou o período com 5.931 empresas em processo de reestruturação, o que representa o aumento de 4,4% em relação ao trimestre anterior e de 22% na comparação anual. Apenas entre janeiro e março, foram deferidos 319 pedidos, que somam aproximadamente R$ 18 bilhões em dívidas. Trata-se da 11ª alta consecutiva do indicador, consolidando uma tendência de crescimento observada desde 2023.

Um dos principais fatores relacionados apontados é a manutenção de taxas de juros elevadas — a Selic, por exemplo, encontra-se em 15% —, o que encarece o custo do crédito e compromete a capacidade de pagamento das empresas. Soma-se a isso uma postura mais conservadora das instituições financeiras, que passaram a adotar maior rigor na concessão de créditos, exigindo mais garantias para redução da exposição a riscos.

Nesse contexto, os impactos não se distribuem de maneira uniforme entre os setores da economia. O agronegócio desponta como o mais pressionado, especialmente no cultivo de soja, em razão da combinação de riscos climáticos, volatilidade de preços e elevado custo dos insumos. Na sequência, destacam-se a indústria e a construção civil, bem como o setor de incorporação imobiliária. Por outro lado, comércio e serviços apresentam, até o momento, maior estabilidade relativa.

As perspectivas de curto prazo indicam continuidade das dificuldades, visto que, ainda que verificada nova redução da taxa de juros, seus efeitos tendem a ser graduais e limitados.

Paralelamente, observa-se um Judiciário mais atento à efetividade recuperação judicial, evitando o protelamento indefinido das ações.

Por essa razão, empresas, credores e investidores são chamados a adotar uma postura cada vez mais estratégica e preventiva, circunstância que envolve planejamento financeiro e jurídico antecipado.

É nesse cenário que a atuação jurídica especializada se torna não apenas relevante, mas essencial para mitigar riscos, preservar valor e estruturar soluções eficazes. 

O VMS acompanha de perto essas movimentações e age de forma estratégica na condução de processos que envolvam recuperação judicial e também na prevenção de crises.